28 de mai de 2011

Minha História

No cinema há mais de 25 anos, Willem fez o caminho inverso de Getúlio: deixou a História para cair na vida. Depois de quase dois anos freqüentando as aulas do curso História da PUC, abandonou a graduação. O ponto de virada foi "8 e ½", de Felinni. Ainda na sala , enquanto assistia à projeção da obra-prima do mestre italiano, decidiu que ia perseguir o cinema.
Com uma lista de produtoras nas mãos, foi batendo de porta em porta. Encontrou Toninho Muramatzu, diretor de fotografia, que lhe abriu as portas dos sets. Montou e desmontou câmeras e lentes por cerca de um ano, até entrar por acaso numa sala de montagem. Ainda era o tempo da moviola. Quando viu o montador cortando fotogramas, colando planos, criando seqüência e ritmo, imerso na sala escura, teve certeza de que seu lugar era ali. Não quis mais pisar no set.
Passou a trabalhar como assistente de montagem, primeiro em publicidade e depois no cinema, com Galileu Garcia Jr., de quem foi assistente na edição de "Feliz Ano Velho" . Quando Collor praticamente acabou com a produção de longas no começo dos anos 90, voltou para publicidade como editor de som, função que exerceu por alguns anos na Jodaf. Paralelamente, montava os primeiros curtas de Beto Brant, Mauro Lima. Até que em 97 montou seu primeiro longa, "Os matadores" de Beto Brant. E já de cara, ganhou o Kikito de melhor montagem no Festival de Cinema de Gramado.
Não parou mais. Seu nome consta nos créditos de montagem de diversos filmes brasileiros, tanto documentário como ficção, entre eles: "Cinema dos Meus olhos" de Evaldo Mocarzel, "Nossa vida não cabe um opala", de Reinaldo Pinheiro, "Milágrimas", de Eliane Café, "Os 12 Trabalhos", de Ricardo Elias, "Carandiru, Outras Histórias", série da Tv Globo, direção de Roberto Gervitz, supervisão de Hector Babenco; " Crime Delicado", de Beto Brant, "Bom Dia, Eternidade", de Rogério de Moura,"Cabra-Cega", de Toni Venturi, e ainda o curta "Terrorista", de César Menegheti, entre outros.